Grandma’s Design

Olá gente, como vocês estão?

Eu estou bem, bem sumida. ;P

Agora já se foram mais de 8 meses desde a minha mudança, com diversos altos e baixos, e ainda estou esperando por um pouco de calmaria.

Como a calmaria ainda não chegou, este será um post rápido para compartilhar um projeto muito legal que uma amiga postou no Facebook.

Grandma’s Design

São 75 vovós de 5 países europeus compartilhando as suas mais preciosas receitas. Se me lembro bem (já li há uns dias e a memória é fraca, né?) é um projeto para atrair designers, que se inspirem pelas receitas, dotes e sabedoria dessas vovós!

Passei uma tarde assistindo aos vídeos, e vi todas as vovós holandesas, algumas belgas, italianas e uma finlandesa. Achei bem legal, e espero que você gostem também!

“Vó é vó” no mundo inteiro (duh, Gabee, conta outra!), e algumas delas são bem fofinhas, com aquele jeitinho único de explicar as receitas herdadas pela família!

Aqui vai uma das que mais gostei, com uma sobremesa que gosto muito (e talvez já tenha compartilhado por aqui):

Página dessa vovó no projeto

Até mais! :D

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Expectativas vs Realidade (parte 1? + atualizações bônus)

Tali reclamou que não tenho atualizado isto aqui (com toda a razão! ;), e quando perguntei sobre o que ela gostaria de ler, a sugestão foi esta aí do título.

Bom, antes de entrar no assunto, deixa só eu citar um pouquinho das coisas que mantiveram meu pique para escrever um tanto longe:

  • somente mês passado terminamos de acertar todos os documentos, taxas e seguros necessários para quem vem morar aqui. A dor de cabeça (e no bolso) já é um golpe no ânimo. Mas vamos que vamos! Aos poucos as coisas estão se ajeitando, e agora vamos rumo à carteira de motorista;
  • finalmente comecei o curso de holandês que, apesar de ter aulas apenas 2 vezes por semana, requer um mínimo de 5 horas de estudo em casa. Junta-se a isso os outros livros e atividades que tento acompanhar para me acostumar mais ao idioma. É trampo, mas a satisfação de já conseguir conversar um pouco com a família e conhecidos daqui é gratificante. Há também um possível emprego para o ano que vem, que depende unicamente da minha capacidade de comunicação com o novo idioma, pois de resto já passei. Pressão quase nada, né?
  • tentativas de uma vida social, manter a ida a shows que tanto amo e outras coisas mais banais, mas que me ajudam a manter (o pouco que resta d)a sanidade mental.

Mas, finalmente, Expectativas vs Realidade.

Acho que neste post vou citar apenas 1 coisa que me deixou muito chateada/brava/inconformada/desacreditada/”meretriz” da vida.

Minha maior decepção na Holanda: os brasileiros. E nem pensem em começar a me julgar anti-patriota ou qualquer merda que vier na cabeça.

Desde o começo do processo para adquirir o visto recorri a redes sociais, pois encontrei pessoas que já haviam passado por tudo o que eu estava passando, e estavam dispostas a ajudar, a dedicar o tempo delas e fornecer explicações tão detalhadas quanto as páginas oficiais.

Muitas informações oficiais são apresentadas apenas em holandês, nem tudo é encontrado em inglês ou português, então a ajuda foi muito bem-vinda, e nos poupou dores de cabeça (e no bolso) que poderiam ter sido muito maiores do que o normal. Não me arrependo de ter desenterrado o Orkut para este propósito. :P

Aí começou a vida aqui… e fui procurar outras pessoas também na mesma situação, pois como mencionei, a burocracia continua quando você chega (e por mais alguns anos.)

O que encontrei, talvez na maioria das vezes, foram muitas pessoas cultuando um pseudo-status por morarem agora aqui, com uma pseudo-superioridade por estarem aqui há X anos, ou por falarem melhor o idioma (mesmo quando sequer dominam o idioma de origem. Não que meu português seja perfeito, mas vá, tem hora que a gente lê umas coisas tenÇas por aí…)

Não entendo esta competição. Sinto-me satisfeita com meus méritos, e com os benefícios que me trazem. Não vejo a necessidade de colocá-los numa escala de comparação, que não vai torná-los maiores ou menores para mim mesma.

Devo deixar bem claro que existem, sim, exceções. Pessoas muito prestativas que mantêm blogs com o intuito de informar, compartilhar experiências e dificuldades, ou mesmo as alegrias e superações. Moças como a Dany Marx e a Fabi Jochems, por exemplo. Pessoas assim me dão esperança, e não precisam pisar nos outros para se sentirem bem.

Mas…

fonte: link

Depois de patadas e mais patadas no Facebook, quando tentei também ajudar outras pessoas com o pouco de informação que adquiri nestes meses aqui, chego à conclusão de que o melhor é focar no meu aprendizado, para que eu possa ler as informações das fontes originais, sem ter que aguentar desaforo de gente com mente pequena.

Já dizia minha mãe, muita gente mantém o velho hábito de “comer mortadela e arrotar caviar.”

É claro que em alguns momentos é bom poder conversar no seu idioma de origem e fazer comparações bobas da vida aqui e acolá, sobre a comida, os costumes etc, isto faz parte da adaptação. E adaptação é a palavra chave.

Eu acredito que o melhor passo que posso tomar para a minha adaptação no momento, é focar a vida na Holanda com os holandeses, porque dos “irmãos brasileiros” tem vindo mais desaforo do que apoio.

E por hoje é só, pessoal.

Prometo que o próximo post não será tão “pesado”, e voltarei ao tom costumeiro. ;P

Eu precisava pelo menos uma vez reclamar dos desaforos que nas últimas semanas me tiraram, e muito, do sério.

fonte: link

Até a próxima, e bom feriado para os amigos no Brasil! :D

Aceito uma água de coco para esfriar a cuca. ;)

(Como faz falta, uma água de coco fresquinha! :D)

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Comida – Parte 2: Guloseimas doces

Speculaas

Speeeecuulaaaas! Acho que Speculaas foi metade da minha alimentação enquanto estive na Holanda. Sabe aquelas bolachinhas gostosas para acompanhar um café ou chá? Então! :]~

SpeculaasTradicionalmente, era uma bolacha natalina, ou, mais especificamente, para as crianças se deliciarem no feriado de Sinterklaas (farei um post dedicado outro dia.) Atualmente, é vendida durante o ano todo, com diversas marcas disponíveis no supermercado. Na Alemanha, parece continuar sendo mais natalina, pois uns amigos de lá ficaram felizes em saboreá-las “fora de época.” ;)

“Mas o que tem de especial nessa bolachinha aí?”

Uma mistura de canela, noz moscada, cravo, gengibre, cardamomo e pimenta branca. Pense naquelas especiarias gostosinhas de um quentão e vinho quente, mas numa bolacha. Nomnomnom!

Speculaas & speculoos pasta

Speculaas & speculoos pasta

Além disso, há também uma pasta de speculaas/speculoos. A história que me contaram: Um senhor ama(va) speculaas mas não podia mais mastigar comidas sólidas. A esposa criou a pasta com as bolachas e submeteu a um concurso de “inovações.” Fez tanto sucesso que uma marca comprou a receita.

Na foto, podem ver meu Speculaas/Speculoos double-stacker: 2 bolachas + 1 camada generosa de speculoos. Tive orgasmos gustativos, em pleno auge da minha paixão speculícia, e fiz meus anfitriões de Tilburg caírem na risada. :] Encontrei as versões crocante (crunchyyy <3) e pasta pura.

Stroopwafel

Brasileiros na Holanda - A história do stroopwafel

Stroopwafel e café

Este é um dos doces mais típicos e antigos da Holanda. Basicamente, é um waffle fininho e recheado com um melado de açúcar e manteiga. A receita tem origem por volta do século XVIII, final da Companhia Holandesa das Índias Orientais (lembraram da aula de história na escola? :D), na cidade de Gouda (é, de onde vem aquele queijo. :) Assim como a nossa famosa feijoada, era feita com “restos” de produtos baratos, então recebeu o apelido de “biscoito dos pobres.”

Pode me chamar de pobre, mas mantenha meu estoque de stroopwafel abastecido, asjeblieft! ;)

O site Brasileiros na Holanda tem uma receita passo-a-passo, caso queiram se aventurar e tentar fazer!

O Ducs também tem um post sobre esta delicinha, com umas fotos legais, pronúncia e exemplo da degustação com o café. Resumindo: você pode comprar/fazer stroopwafels do diâmetro de uma caneca e deixá-lo descansar no vapor do café/chá para realçar o aroma e o sabor. Melhor ainda! *fome e contando os dias para comer isso de novo*

Lekkere Goudse stroopwafel

O povo até brincou e criou um artigo da “Associação dos Viciados em Stroopwafel“! hahahah Veja a moça bonita e simpática com um stroopwafel imenso de Gouda. Apesar de ter visitado a cidade, lá não comi nem o queijo nem o stroopwafel, mas provei um desses “bolachões” em Roterdã.

Stroopwafel da Holandia

Stroopwafel da Holandia

E para fechar, uma boa notícia: há uma empresa em Holambra/SP (claro!) que produz essa coisinha gostosa, com distribuições também em Campinas e em São Paulo, na Vila Madalena. Se alguém for atrás e provar, depois compartilhe a experiência e diga se é gostoso! :)~

 

 

E vocês, já provaram? Gostaram? Deu fome? :D

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Comida – Parte 1: Algumas guloseimas salgadas

Acharam que não fosse mais escrever? Foi fogo de palha da primeira semana? Nah, mas esses últimos dias “pré-viagem” estão tensos. Fisica- e mentalmente exausta.

Mas vamos lá, vamos falar de om nomnoms!

Que fique claro que eu ainda NÃO provei muito da culinária holandesa.

“Mas hein? Depois de mais de 1 mês lá?”

Ah, gente, eu comi besteiras em lanchonetes de Amsterdã, mas refeições mesmo, não muito. Para minha felicidade, o Richard também adora cozinhar, então em casa tem comida mexicana, surinamesa, indonésia e por aí vai.

Aproveitando para fazer um pouquinho de história (tinha que, né? ;P), a Indonésia e o Suriname foram colônias holandesas (coisas que aprendi ao estudar para o Basisexamen!), por isso a grande influência na culinária local.

“Vai dar exemplos logo ou está difícil?”

SORRY! Aí vai:

Frikandel Speciaal

Frikandel Speciaal

Frikandel Speciaal

“Especial por que?”

Frikandel é a salsicha frita (e sem pele) feita de uma combinação questionável de carnes (como qualquer salsicha :P), e o Frikandel  Speciaal é este prato simpático, que combina uma saladinha, cebola picada, maionese (que também achei mais temperada que a nossa! om nomnom) e ketchup com curry (DELÍCIA!) e, claro, BATATA FRITA! Perguntem para eles “o que tem na culinária holandesa?” “BATATA!” (alerta de trocadilho infame) É batata mesmo! (Pfff…) Assim como na vizinha Alemanha, batata é uma unanimidade.

Aliás, o tal ketchup com curry parece ser o “ketchup padrão” por lá (yay! \o/). Se quiser o ketchup “normal”/sem curry, é bom especificar, por via das dúvidas.

Quando voltei, estava viciada no tal ketchup com curry, e dei sorte de encontrar uma marca local com tal iguaria. Aliás, esta marca de Blumenau tem diversos produtos alemães e holandeses. Amo muito tudo isso! :D

Origem: Dizem ser holandesa mesmo, mas também é popular na Bélgica, Alemanha e França. A grafia varia, “frikadel”, “fricandelle” ou “fricadelle,” mas o frikadel sem N pode ser uma “meatball” (um tipo de almôndega?) comum na Bélgica e Alemanha.

Croquete

Croquetes com salada

Minha 1a anfitriã holandesa, em Amsterdã, ficou surpresa ao me levar a uma lanchonete para comer “um dos lanches holandeses mais populares” e eu já conhecer o tal croquete. Sim, é como conhecemos, porém maior do que a variante “salgadinho de festa” mais comum por aqui. E quando comi lá, veio acompanhado de… – adivinha? – FRIETJES! Pois é, batatinhas de novo, yay. :P

De lekkerste!

De lekkerste! (será? :P)

Mas não é regra não. Também é comum encontrar aquelas lanchonetes “de corredor”, onde você insere moedas e pega o lanche. É uma daquelas opções para quando você está com fome, pouco dinheiro e, também, com aquela pequena vergonha por não falar o idioma, mesmo sabendo que eles vão dar um jeito de te responder em inglês. ;)

Origem: Bom, a dona Wikipedia diz que o tal salgado foi criado por um holandês que vivia na França e se baseou na receita de um bolinho francês… Enfim, o que interessa é que o Kroket só perde para o Frikandel em popularidade na Holanda.

Tikka masala

Tikka Masala

Parece um pouco com estrogonofe pela foto, mas não se iludam, é completamente diferente. É feito com cubos de galinha, iogurte, curry e é bem temperado/apimentado! Um daqueles pratos que te ajudam a respirar durante um resfriado ou gripe, se é que me entendem. (ui, nojinho!)

Origem: A dona Wikipedia diz que é da Índia. Ou talvez do Paquistão. Ou, quem sabe ainda, foi inventado no Reino Unido. Enfim, é gostoso, e isso é que interessa. Aquela coisa borrada no fim da foto é um Naan! Um pão sequinho, parecido com o pão sírio (pita) que estamos acostumados aqui, mas mais fofinho e saboroso. :3

Observação: Os supermercados costumam ter uma seção de ingredientes e produtos internacionais (onde encontrei um leite condensado com rótulo da “Leite Moça” árabe!), então é fácil preparar essas coisas em casa.

Satésaus/Pindasaus

Satésaus & espetinhos

Satésaus & espetinhos

E para fechar as guloseimas salgadas de hoje, o molho de amendoim! Que não é bem salgado, mas… Er, acompanha comidas salgadas. Existe satésaus em vários países, sim, mas os holandeses adaptaram a receita e achei mais gostosa do que a “tradicional.” Um certo dia, fomos até um restaurante indonésio (pelo menos que me lembre, era indonésio) e pedimos arroz (totalmente sem tempero, comparado ao nosso), uns espetinhos de carne e satésaus. Era MUITO doce. Não era igual à pasta de amendoim, mas era realmente bastante doce. A versão holandesa é mais temperada e, apesar de não ser um pouco estranho para nossos costumes, eu acabei gostando. Pode até acompanhar as batatinhas, se quiser. ;P

Já estou escrevendo um post de guloseimas mais doces para vocês! Mais tarde sai do forno. ;)

E aí, gostaram? Já provaram algo parecido? Ficaram curiosos em provar algo? Alguém vai procurar um croquete para o almoço? Comentem aí! :D

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Diferenças culturais do dia-a-dia – Parte 1: Parabéns!

Muito obrigada a todos que votaram! Dank je wel! (DÃN-kiê-véL,  :D)

Só esclarecendo que nenhum dos temas será deixado de lado, é só a indecisão para escolher o que escrever primeiro. Então vamos lá!

“Parte 1?” Claro!

Campo de Tulipas

Campo de Tulipas (clique para a fonte)

  • Por enquanto, como já disse, só passei 1 mês e meio pela terra das tulipas! Total n00b lvl 1 no assunto, comentarei só do que já percebi até o momento.
  • Este tema vai ser recorrente, conforme for aprendendo mais, tem muito caminho para percorrer. ->
  • Adoro sequências! “Parte 2 – o retorno,” “Parte 3 – Ressurreição” e assim vai! :3

“PARABÉNS!” (Ou Gefeliciteerd! RRRe-fe-li-ci-teir-d ;P)

– Mas… o aniversário é da sua mãe, Richard, não meu. Por que estão me dando parabéns? 0_o

*Olhar de reprovação e tsk-tsk-tsk* (Brincadeira, ele explicou, como sempre, super paciente comigo e com as minhas dúvidas. ^^)

YAAAY!

Parabéns, parabéns, hoje é o seu dia, que dia mais feliz!

Resposta: não tem uma explicação, de fato, não. É costume. Se for aniversário de alguém, você dá parabéns para o aniversariante e para todo mundo que é próximo dele(a)! Família, amigos, cachorro, gato, periquito – todo mundo merece parabéns porque é aniversário daquele alguém próximo! (YAAAY!) E eu, bobinha, em uma fração de segundo imaginei 1 zilhão de motivos pelos parabéns (Será que acharam que era meu aniversário também/acharam que estava grávida/estão felizes por eu estar com o Richard/[insira qualquer idéia genérica e doida aqui])

A cena foi EXATAMENTE como um dos meus blogs sobre “holandesices” favoritos descreveu.

E para não acharem que é tudo tão diferente: neste ritual todo, as mulheres dão os 3 beijinhos no ar (bochecha-com-bochecha, sem de fato beijar a bochecha alheia :P), igual muita gente por aqui faz. Depois de ouvir muito “mimimi europeus são frios”, foi uma ótima surpresa e quebra-gelo! :)

(Continua… ;D)

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É tanta coisa!

 

Tenho idéias vagas para estes assuntos e mais alguns, então por favor, votem no que gostariam de ver primeiro, ou acrescentem um assunto novo deixando um comentário!

(Sem remo holandês, engraçadinhos! ;P)

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Waar ga je naartoe?

Mas para onde eu vou, afinal?

O nome da cidade vila é Bosschenhoofd. Boss-o-quê? Bosschenhoofd (Que coisa munita! Vamos lá, digam em voz alta: Bôs-RRen-Rôufd. E agora mais rápido!) É uma vila do município de Halderberge, província de Noord-Brabant, nos Países Baixos, ou como dizemos erroneamente aqui no Brasil, Holanda. (Nederland = terra baixa, como já devem saber/imaginar, mas comentarei mais disto em um post futuro. ;P)

Como guarda tudo isso, Gabee? E para soletrar essas coisas todas? (O Ducs, do Blog Ducsamsterdam tem um texto bem legal sobre o holandês e suas mega-palavras) Google e autocorrect, amigos. E Wikipedia.

Por falar em Wikipedia:

Image“O nome está associado a um ponto de vazão/transferência de turfa de Oudenbosch, do início do século 14.” (Tradução livre. Source: Wikipedia Nederlands – com fotos, e English – resuminho)

*** O Richard (namorado-noivo-marido-mijn_partner) explicou que a tal área de turfa era chamada de “Bossche“, então era a cabeça-disso-aí. Sério, turfa, gente. Cabeça-da-coisa-de-turfa. Whu. :-S

Acho mais fácil a minha versão simplificada:

Minha tradução, também livre, de Bosschenhoofd costuma ser: Cabeça-da-floresta. Bos = floresta, hoofd = cabeça. E o “schen“? E eu sei lá do “schen“! Fica sem o “schen” e facilita as coisas. Tem uma floresta a poucos minutos de da futura casa, então acho muito mais simples e visual de se explicar! Estou indo morar na Cabeça-da-Floresta, aceitem. :P

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– Mas e aí? Depois de morar em São José dos Campos (quase 700.000 hab), Porto Alegre (quase 1.500.000) e São Paulo (grande para ******* – sorry, mais de 11 milhões, praticamente 2/3 da população holandesa inteira), como vai ser morar em uma vila com pouco mais de 2000 habitantes?

Resposta: Não sei. Passei já 1 mês e meio lá, e sinceramente, não sei. Vai dar certo? Não sei. E se não der? Não sei – o que vocês fazem quando algo não dá certo na vida? Eu vejo 2 opções: insistir e tentar fazer dar certo ou  “tente mais uma vez,” seja lá ou em outro lugar. Ao contrário das árveres árvores sorridentes ali em cima, não nasci com raízes presas ao chão. :)

– Tem lojas, hospital, supermercado etc?

Resposta: Lojas, sim, algumas (Encontrei lojas de: artes, motos, tratores, decoração e lanchonetes). Tem médico também, hospital não. Supermercado está em construção, bem na esquina ao lado de casa, mas os das vilas vizinhas não ficam a mais de 10 minutos de carro (com 10 min eu não chegava sequer à empresa onde eu trabalhava aqui em SJC. Lembrem-se: A Holanda é muito pequena para nossa idéia de área no Brasil. É tudo muito perto, apesar de ser regra reclamar de tudo por lá, inclusive de que é tudo longe. E também do clima, claro. :D)

Este site tem um monte de fotos do lugar! Olhem aí: Fotos de Bosschenhoofd

** Detalhe: tem até uma foto da casa quando o sogrão comprou, antes de mudar o nome da lanchonete. :-o Conseguem adivinhar qual é? Comentem ali embaixo. ;)

MoinhoTem moinho? TEEMM! Mas juro para vocês que ainda não vi esse aí lá não. :\ (Source)

correr deixa ele :(

 

 

 

 

Uma foto que tirei lá no final do ano (Dezembro/2011):

Cliquem na imagem para ver o detalhe. Não é um radar que multa (acredita?), mas se você ultrapassa o limite de velocidade, o sinal fica todo tristonho! :(

Ah, se quiserem perguntar algo, ou tiverem idéia para algum tópico/curiosidade que gostariam de ler por aqui, deixem um comentário! Farei o possível para responder. :)

Houdoe! (Esse é o tchau típico de Brabant. E deve ganhar um post só dele explicando! :D Por enquanto, digam aí: rau-dúúú! ^^)

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O começo

OK. *respira fundo*

“And this is how it started…”

Em algum momento de 2010, um tweet virou conversa. Que virou mais conversa. Que virou planos. Que virou encontro. Que virou namoro. Que virou festas de fim de ano com “a nova família” em 2011. Que virou noivado em 2012. Que virou a loucura toda que está acontecendo agora. E que eu chamarei de “peripécias”.

peripécia
pe.ri.pé.cia
sf (gr peripéteia) 1 poét Acontecimento num poema, numa peça teatral etc., que muda a face das coisas. 2 fam Caso estranho e imprevisto, que surpreende e comove. – Michaelis

Como este é só o primeiro post, não entrarei em muitos detalhes. Mas aos poucos, e sem muita ordem cronológica (já aviso no “hello world” que ordem não é comigo), vou comentando pequenas partes da história e tentando incluir algumas coisas mais úteis, como a novela que se passa para tirar o visto (MVV), incluindo o passo-a-passo, “basisexamen” e tudo mais.

Também tentarei manter um tamanho decente para a leitura não cansar muito, mas prometo nada, às vezes a língua dos dedos fica incontrolável. ;D

Doei! (Tchau! Pronuncia-se dú-í! Ou com a animação típica dos holandeses: Dúú-íííí! )

** 15 dias #countdown

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Hello world!

N-ésima tentativa de manter um blog.

Como dificilmente conseguiria manter apenas um assunto e/ou tema, já aviso que o caos é regra. Quero dizer, não haverá regra sobre o que pode aparecer por aqui.

Wish me luck. ;)

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